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Casa da Muralha
Categoria
Habitational
Tipo de operação
Reabilitação
Local
Tavira
Engenharia
Guida Gomes Engenharia
Engenharia
Zona Térmica
Engenharia
Simergia
Topografia
Sónia Gomes Topografia
A Casa da Muralha consiste num projeto de reabilitação, alteração e ampliação de um edifício histórico de uso misto, localizado no Centro Histórico de Tavira, nas imediações das muralhas do Castelo. Tendo em conta a zona e classificação do edificado, as alterações propostas passam pela sua manutenção arquitetónica, através da reabilitação e recuperação dos seus elementos funcionais e decorativos de maior interesse, nomeadamente os telhados de tesouro e trapeira de duas águas, cantarias de pedra, beirado e guardas em ferro forjado.
O edifício, encontra-se inserido num terreno de declive acentuado, acedido através de duas ruas paralelas com cotas divergentes. A solução aqui proposta passa pela criação de diferentes patamares, de forma a colmatar o desnível e dotar o terreno de maior acessibilidade. O piso 1 destina-se a um espaço comercial e alberga o acesso principal à habitação, no interior da qual se focou na reorganização funcional dos espaços, de modo a melhorar a sua qualidade.
A entrada à habitação é realizada através de umas escadas de pedra, que nos dirigem a um corredor de distribuição, dando-nos acesso a uma ampla cozinha, com ligação direta à sala de jantar. Aqui existiu a preocupação de criar espaços abertos, de forma a tirar o maior aproveitamento da entrada de luz natural, mantendo os vãos de sacada existentes. Neste espaço temos ainda a ligação a um sótão, onde se procurou criar um novo acesso vertical mais confortável e estético. Através deste corredor, temos acesso a uma instalação sanitária de serviço e a ligação para a sala de estar, onde se propõe a alteração dos vãos existentes, criando um único, de forma a proporcionar a entrada de luz natural e uma ampla vista para o pátio. A partir desta sala temos acesso a um quarto em suite, composto por um pequeno hall, uma zona de dormir e uma instalação sanitária de grandes dimensões.
Para além da nova organização espacial destes compartimentos, realizou-se também alterações de cotas, de modo que toda a habitação ficasse ao mesmo nível, tornando-a mais funcional e confortável. No logradouro, o foco principal foi tirar o máximo aproveitamento do espaço, melhorando a organização do mesmo, mantendo variações de cota e criando diferentes zonas de lazer, conjugando linhas retas com percursos orgânicos, dando leveza ao espaço e colmatando o seu aspeto tosco e disfuncional.
Iniciamos este percurso através de um pátio de cota inferior, que dá acesso a uma pequena escadaria de traços orgânicos, que contornam a forma do poço, integrando-o no espaço. Através destas temos ligação aos terraços, bem como a um pequeno patamar. Os terraços desenvolvem-se em duas cotas, fazendo ligação direta com a zona da piscina e o acesso à segunda habitação, composta por um hall, um quarto, uma instalação sanitária e uma kitchenette. Paralelamente a este percurso, desenvolveu-se um caminho, que faz a ligação do nível inferior do terreno com o nível superior. Aqui pretendeu-se transmitir a sensação de se estar a percorrer um pequeno jardim que se vai desenvolvendo, de forma orgânica, ao longo do declive, proporcionando-nos pequenos espaços de vivência e contrariando a sensação pesada dos percursos existentes.




































